terça-feira, 7 de junho de 2011

A Árvore do Dinheiro - Aspectos Comportamentais e Planejamento das Finanças Pessoais

           Segue uma síntese dos conteúdos abordados na obra “A Árvore do Dinheiro, de Jurandir Sell Macedo Junior”, nos seus aspectos de cunho comportamental e um plano de ação para um melhor sucesso nas finanças pessoais:

Freqüentemente nos dias atuais vemos ou ouvimos as pessoas falando de seus problemas financeiros, suas dívidas, seus cartões de créditos com saldos enormes, contas bancárias ‘estouradas’, e por ai vai. Realmente há casos em que um golpe das circunstâncias nos leva a termos problemas financeiros, como por exemplo, uma doença inesperada, um acidente, uma crise em determinado nicho de mercado e etc. Mas na maioria das vezes é a falta de planejamento e disciplina financeira que nos leva a essas situações.
            Entende-se que no Brasil, esse assunto não é muito debatido nem ensinado às crianças, a única coisa que vemos são pequenas dicas em programas de televisão, algumas matérias em jornais, sites e revistas, e nada mais. O brasileiro, costumeiramente tem  gastado mais que do que realmente de fato ganha. Isso só é possível com o alargamento na concessão de crédito e ela se dá por meio de crediários, financiamentos, cartões de créditos, cheques especiais ou qualquer outra similaridade. A economia brasileira esteve muito aquecida nesse sentido gerando grandes lucros a setores comerciais e industriais, mas com isso têm gerado grandes devedores, os novos endividados do Brasil.
            Essa falta de educação financeira tem sido um mal que não escolhe classe social, pois ambos, o “pobre” e o “rico” estão endividados. Os assalariados gastam mais que do que ganham e os grandes executivos também. Isso porque ambos têm desejos, e estes não sabem como filtrar seus desejos e atende-los com racionalidade. O problema não é a renda, mas o comportamento diante dela, o segredo não está em quanto se ganha, mas em quanto disso se consegue preservar.
            É preciso conhecer a si mesmo, saber que todos nós temos desejos, mas desejar e querer são coisas diferentes. O desejo é formado no sistema límbico, responsável pelas emoções, mas o querer, de fato vem do córtex, onde é a razão quem impera. Se formos movidos somente pelas nossas emoções nos endividaremos, mas se refletirmos e ponderarmos nossos desejos, com certeza o sucesso financeiro vira ao nosso encontro. Mas é claro que não é apenas isso. Por exemplo, a beleza, os gostos pelas cores, os alimentos, nossas escolhas quanto a isso são relativas, variam de acordo com cada individuo. Desse modo lhe pergunto: O que é ser rico?
Alguns dirão que ser rico é ganhar na mega-sena. Outros dirão que ser rico representa não ter mais de trabalhar. Outros que é ter uma renda fixa que lhes mantenham bem servidos até que o fim dos dias chegue para ele. Outros dizem que ser rico é comprar tudo a vista, outros dizem que ser rico é não dever a ninguém. Dessa formas notamos que os padrões de riqueza variam de pessoa para pessoa e você precisa conhecer e estabelecer o seu padrão.
Também é necessário que se faça a seguinte análise: A riqueza traz felicidade? Porque se ela faz lhe pergunto por que ela não resolveu os traumas psicológicos de grandes famosos, os quais se suicidaram? Sabe-se que, na realidade, a natureza humana é insaciável. Sempre quer mais, ou seja, você compra uma casa de uns 70 metros quadrados, depois de um tempo enjoa, quer outra maior. E por ai vai, isso acontece também com os carros, com roupas, e com todos os tipos de bem de consumo. Nossa mente infelizmente liga consumo a status, e status a felicidade. Pergunte-se: Para que quero mais dinheiro? Para mim? Ou para os outros? Não seria um estilo de vida simples mais recomendado e mais satisfatório, em contrapartida ao sistema em que vivemos? Precisamos buscar a essência de estarmos vivos, e entendermos que os problemas com dinheiro podem ser evitados se usarmos um bom planejamento. Devemos ter mais conhecimento de nós mesmos. Se conhecermos nossos desejos e se utilizarmos formas de decisões mais racionais, seremos mais assertivos em nossas finanças.
A obra em foco nos dá grandes nortes de como obtermos sucesso financeiro. A obra conta com um guia de planejamento financeiro, onde o autor junto com seus conhecimentos e estudos financeiros, passa ao leitor formas de aplicação para organização de finanças e métodos para se poupar e alcançar objetivos.
No decorrer da produção o leitor identifica que é de extrema importância que se faça um bom planejamento financeiro para que se tenham informações necessárias sobre seus gastos, sendo muitos desses desnecessários para sua qualidade de vida. Além de que podem ser poupados para maximizar suas dependências. O planejamento é base de tudo, pois serve de etapa inicial para gerar informação e conseqüentemente desenvolver controle sobre a gestão das finanças pessoais. Com ele você passa a gastar conforme suas limitações e também consegue começar a poupar eventuais sobras de renda que poderiam ser gastos desnecessários.
O livro mostra uma seqüência de passos para se formar um mapa de navegação financeira. Dentre ele, temos a determinação de sua situação financeira atual que é justamente a colocação de seu balanço patrimonial com divisão de ativos e passivos. O primeiro são os direitos e bens adquiridos e o segundo deveres ou dividas contraídas, para que assim se diminua um pelo outro e se tenha a demonstração do patrimônio liquido podendo este ser positivo ou negativo. O segundo passo é a definição de seus objetivos, que é definido como “o que se quer” e como se pretende alcançar através de metas concretas de curto, médio e longo prazo. Esses objetivos devem ser atingíveis, específicos, mensuráveis, previsíveis e priorizados. O terceiro passo é a criação de metas de curto prazo para cada objetivo, pensando-se em como deverá fazer para atingi-los e a maneira de como serão inseridos no orçamento mensal. O importante segundo o autor é fazer sobrar sendo que as sobras sejam tidas como despesas fixas para que assim se torne uma meta realizada concretamente. O quarto passo é avaliar a melhor forma de atingir as metas fazendo um orçamento regularmente, separando um valor fixo de rendimento para investimentos tomando cálculos de riqueza como base, ou seja, porcentagens para se economizar em cima da renda. O quinto passo é colocar em pratica seu plano de ação começando imediatamente, independentemente da situação pelo qual se encontra. Independente da situação, seja positiva ou negativa, deve-se começar o plano. É óbvio que se torna mais fácil quando se esta no positivo, pois quando se encontra com mais passivos aumentam as dificuldades de economia. Por isso precisa-se tomar cuidado com o credito segundo o autor, pois ele pode se tornar uma droga e causar dependência financeira. E por ultimo o sexto passo onde se revisa as estratégias, o planejamento deve estar em constante revisão, pois é um processo dinâmico e muitas vezes será preciso tomar novas decisões e recomeçar para alcançar novos objetivos.
A informação chega ao leitor de forma explicita a partir de uma das principais ferramentas para se gerar ativos e conseqüentemente se aumentar patrimônio. E é justamente o conhecimento de estudos sobre finanças que podem ajudar a montar-se uma estratégia de investimento.
Para se fazer um investimento é necessário que se poupe para que assim com esse dinheiro, a “sobra” possa se aplicar em fundos que geram retorno do dinheiro investido. O mercado financeiro é amplo, mas complicado, e é necessário que se conheça muito bem para saber no que se está investindo, e para que não se precise entregar seus investimentos nas mãos de terceiros. Este, segundo Jurandir Sell Macedo Junior, possui quatro grandes categorias de investimento, as cotas ou ações pertencentes a empresas, os títulos de divida são títulos públicos e debêntures, os imóveis ou títulos de propriedade sobre imóveis e direitos e contratos futuros (derivativos). Sendo o acesso à esses feito a partir de compra própria ou através de associação a um clube ou fundo de investimento. Existem, segundo os ensinamentos, formas de analise, como por exemplo, as gráficas que estudam os efeitos dos movimentos de preços do mercado. A Árvore do Dinheiro também traz o conceito de finanças tradicionais e modernas tendo a visão do investidor como um grande analista que não pode se entregar a crises, pois o mercado trabalha com grande variação. Sendo que um investidor comum e um experiente podem ter chances semelhantes de ganho especulando o mercado de ações.